Testemunhos
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Oferta viva em teu altar:
Há alguns meses, eu pude sentir a presença de Deus como eu nunca tinha sentido antes. Senti meu coração pegar fogo e comecei a chorar, foi o dia em que eu me rendi de verdade. Eu sempre amei Deus, mas aquele dia foi o dia em que eu senti fortemente a presença dele em mim, pela primeira vez. Em maio (Uns 3 meses depois) o meu avô parou de comer, falar e andar. Colocaram uma sonda no nariz dele para ele não ficar desnutrido. Ele ficava sentado o dia inteiro com as enfermeiras. Ele tem problema mental, porque sofreu um acidente quando era mais novo e esteve à beira da morte, então ele não tinha consciência para comer. Ele ficou assim durante maio, junho e julho, 3 meses inteiros. Primeiro de agosto, ele "acordou". Voltou a falar como falava antes, a comer… Só não anda porque não possui forças. Minha avó nunca acreditou que isso pudia acontecer, e aconteceu. Foi um verdadeiro milagre e a alegria no rosto dela não podia ser negada. Onze dias depois, ela morreu. Sem nenhuma doença e pavor. Deus a levou do jeito mais sereno que podia… Meu avô sempre a amou muito, e Deus foi tão bom com ele que deixou ele voltar pra se despedir dela. Na minha família maior, infelizmente, nem todos seguem à Deus, e eu vejo como eu e minha família menor (Mãe, Pai e Irmãos) estamos encarando isso com muita facilidade, porque realmente Deus nos dá força, e é impossível negar isso.
Beatriz Rocha:
Oi, meu nome é Beatriz de Azevedo Vieira
Rocha. Tenho 15 anos. Bom.. muitas pessoas que me conhecem, acham que eu sou muito alegre, feliz, espontânea, mongol e muitas outras coisas mais por eu simplesmente ter um dom de fazer outras pessoas sorrirem. Mas tem muitas coisas que eu passei na minha vida, que algumas pessoas não sabem e quero compartilhar com vocês. Bom, minha mãe me teve quando tinha apenas 15 anos. Eu cresci ao lado dela apenas até os 4, 5 anos, ela me deixou morando com a minha avó e foi morar sozinha, no interior do Espirito Santo. Esse tempo que ela viveu comigo, tinha um homem que ela dizia ser meu pai.. Nesse período convivi com ele, como de pai e filha. Quando eu completei 4 anos, esse homem foi embora morar no Japão. Como eu era pequena nem fiquei sentida, pois ele não morava comigo e eu nem era muito “apegada” à ele. Logo após isso, minha mãe também se foi… Moro com a minha avó até hoje, sou muito grata por morar com ela, pois ela nunca deixou que nada me faltasse. Sou evangélica desde pequena, sempre fui à igreja com a minha avó e com o meu avô. Quando eu tinha 12 anos, tive curiosidade de rever meu pai. Então toquei no assunto com a minha mãe pelo msn e ela me deu os dados dele para eu fosse reencontra-lo. Então eu fui na antiga casa dele, e por incrível que pareça, ele ja tinha voltado do Japão. Comecei a ir na casa dele todo dia, tive finalmente um pai perto de mim. Com um certo tempo, minha avó me chamou pra conversa sobre pensão, pois isso é lei. Decidimos resolver isso no fórum, como deve realmente ser. Teve a audiência e ele disse uma coisa que me feriu muito: “Eu tenho dúvidas que ela seja minha filha”. Naquele momento meu mundo desabou, tive vontade de sair daquela sala correndo e me jogar de cima da escada, mas consegui me segurar. Então a Juiza decidiu fazer um exame de DNA. Um tempo depois, antes do dia marcado para o exame, chegaram em mim e disseram: “Seu pai não é o *fulano*, seu pai é um ladrão”. Nossa! Eu chorei tanto. Eu fiquei com essa frase na minha cabeça. Chegou o dia do exame, fui chorando e ouvindo músicas evangélicas e Deus me tocando, me incomodando de um modo bom. Chegando lá, mal conversei com o meu suposto pai, estava com raiva. Terminamos o exame e viemos para casa. Chegando aqui, fiquei por muito tempo pensando nisso. Eu orava, orava e orava. A minha oração só dizia “Deus, meu pai é realmente um ladrão ?” e Deus me acalmava, me consolava. Depois de uns 10 dias, estava mexendo no computador, na sala de jantar e a minha tia Fernanda chegou de surpresa aqui em casa, minha avó colocou a comida na mesa e quando elas se sentaram, eu senti um clima estranho. Minha avó chamou a minha atenção e disse: “Beatriz, chegou o resultado do exame” e eu disse: “E ai mãe (eu chamo a minha avó de mãe), que dia vai ser a próxima audiência ?” e minha avó disse: “Não terá mais audiência Beatriz”. Eu nunca a ví chorando, e ai eu comecei a chorar junto com ela, falando: “Como assim mãe?” e ela me respondeu: “O *fulano* não é seu pai”. Naquele momento meu mundo acabou, tudo se desmoronou de uma forma… Eu sofri tanto! Naquele mesmo momento vim pro meu quarto e comecei a orar “Deus como assim ?” e Deus não me respondia. Eu me senti só, me senti inútil. Naquele dia a noite eu comecei a conversar com a minha mãe no msn e perguntei quem era meu verdadeiro pai, e ela me respondeu: “Bia, eu não vou te falar.. pois se você for atrás dele, pessoas podem querer te fazer mal para se vingar dele”. Nesse mesmo momento eu lembrei do que me disseram “Seu pai é um ladrão”. Eu insisti para que ela me falasse algo, o nome, alguma coisa. Ela só me disse “Marco A.”. Depois daquele dia, eu perguntei à muitas pessoas, se conheciam esse tal de “Marco A.” e nada. E um dia na escola, minha tia me ligou dizendo que a minha mãe tinha lhe mandado um e-mail com os dados dele. Naquele mesmo momento eu lembrei que tinha a senha dela. Chegando em casa, a primeira coisa que eu fiz foi abrir o computador, liga-lo e entrar no e-mail dela. Entrei e peguei todos os dados dele, e uma coisa que me chamou a atenção, foi uma parte que a minha mãe dizia: “Fernanda, antes de enfiar a Bia na cova dos leões olha esse link: http://www.jornaldebrasilia.com.br/site/noticia.php?id=287849” Entrei nesse link e vi: Ontem (5), Marco Aurélio da Silva Rocha, 31 anos, foi preso em flagrante, na QS 10, Taguatinga Sul. Ele portava um revólver calibre 38, com seis cartuchos intactos. Marco Aurélio está preso.” No mesmo momento eu comecei a orar e falei com Deus “Deus se realmente ele é o meu pai, se ele realmente é um marginal como todos dizem, o Senhor tem um propósito com isso”. Foi eu e o meu amigo, Pedro, no endereço que estava no e-mail da minha tia, o endereço do meu suposto pai. Chegando lá, bati palma e apareceu uma senhora e perguntei: “Moça, o Marco Aurélio esta?” ela “Não, ele esta viajando” (viajando = preso). Naquele momento ela me reconheceu e perguntou se eu era filha da Carol e eu lhe respondi que sim. No momento ela deu um sorriso e falou que sabia que eu sou filha do Marco, naquele momento, eu comecei a chorar. Pois realmente eu estava perto da minha verdadeira família. Ela disse que era amiga da família, e pediu para que eu esperasse pois a minha suposta avó estava chegando. Esperei uns 10 minutos e ela chegou, em um carro com o meu suposto tio. Quando ela me viu, me abraçou e quando eu lhe abracei, comecei a chorar mais, pois naquele momento eu senti uma paz dentro de mim tão grande. Então entramos, ela me apresentou o meu suposto irmão, Leonardo 7 anos. […] Depois de uns dias, voltei para conversar com ela e disse que eu sabia que ele estava preso e ela me contou toda a verdade. Com várias conversas ela soltou sem querer o dia do julgamento dele e no momento ela já me pediu para que não fosse, pois ele não queria que eu o visse algemado. Esperei até o dia do julgamento e fui para o fórum de taguatinga. Chamei um amigo meu, William, para ir comigo. Chegando lá, vi minha suposta avó. Ela até brigou comigo, pois ela me pediu uma coisa e eu não cumpri. Depois de um tempo, a advogada chega e diz que ele não veio, pois não tinha escolta (policiais) pra traze-lo. Fiquei muito triste, mas tive fé. Foi remarcado o julgamento para depois de umas 2 semanas, fui novamente com esse meu amigo, chegando lá ocorreu tudo de novo e foi remarcado novamente a audiência para o dia 8 de Outubro, às 14:30. Naquele dia (8 de Outubro) levantei com uma paz, uma felicidade enorme dentro de mim e Deus me disse naquela manhã que ele seria solto e eu tomei posse. Me arrumei, fui de novo para o fórum com o meu amigo William. Chegando lá esperei muito tempo, falei com a advogada, naquele dia minha avó não estava lá. Ai a advogada entrou na salinha pra conversar com o juiz, quando ela voltou disse: “Bia, não teve escolta de novo” e entrou novamente. Puts, naquele momento eu fiquei muito triste, comecei a orar alto “Deus você me disse que ele seria solto hoje, então ele vai ser em nome de Jesus, pois o Senhor não é homem pra que minta e nem se arrependa. Amém!” Quando ela voltou, ela me disse: “Bia, soltei seu pai”. Caramba! Naquele momento eu fiquei hiper feliz. Dei glória Deus e etc. Depois disso, fui para a casa da advogada, pois no presídio, os presos só são soltos só depois da meia noite. Fiquei na casa dela até que a hora chegasse, eu e o William. Comemos, bagunçamos muito e mexemos no computador, foi muito legal. Deu 21:45, saímos de lá William, Advogada, o filho da advogada e eu. Chegando no presídio umas 22:30. Ficamos muito tempo dentro do carro esperando, preguei para eles e tudo. 00:38 chegou o ônibus com os presidiários, para ser solto. Nossa, naquele momento eu fiquei com um frio enorme na barriga. A advogada foi na frente e eu fui indo atrás ao encontro dele. Quando ela chegou nele disse: “Marco a Bia ta aqui” ai ele “A onde ?” (Estava muito escuro) Cheguei na frente dele, ele começou a chorar e como eu tive vergonha, o William me empurrou para que eu desce um abraço nele. Eu o abracei muito forte, choramos juntos por muito tempo. Depois saímos daquele lugar e fomos para a casa dele. Chegando lá, conversamos sobre tudo, perguntei tudo da vida dele, sem medo, com segurança. Ele me respondeu tudo, como se confiasse em mim, como se tivesse convivido comigo a vida toda. Fiz até perguntas como “Você já matou alguém?”, graças a Deus, não. Contei a minha vida como estava naquele tempo, quando comecei a falar de Deus, senti que ele ficou meio incomodado, então eu me calei. Dormi lá naquele dia. Quando eu acordei, só tinha vontade de ficar perto dele. Só dele. Comecei a dar conselhos e eu senti que ele me ouvia, não me ignorava. Um certo dia, 17 de Outubro, ele me ligou e pediu para que eu fosse visita-lo e eu disse que sim. Fui me arrumar. Na hora que eu abri minha bolsa, lá estava a minha bíblia, Deus me falava para que eu não a tirasse de lá, mas eu respondi “Mas Deus, eu nem vou usa-lá”. Naquele dia era um dia de domingo. Enfim, chegando lá, subimos para o 3º andar e começamos a conversar. Ele havia me dito uma coisa que surpreendeu bastante: “Bia, eu estou com uma sensação estranha, uma vontade estranha, eu quero ir pra igreja com você”. Nossa, fiquei muito feliz. Naquele momento só veio a frase “Deus é amor” na minha cabeça. Naquele momento eu lembrei que perto da casa dele, tem uma igreja chamada Deus é amor. Eu lhe respondi que iríamos naquela igreja. Depois de um tempo, ele foi se arrumar e arrumar o meu irmão. Fomos eu, ele e o meu irmão para a igreja Deus é amor. Quando cheguei lá, estava fechada. Achei estranho, mas fomos procurar outra igreja. Andamos uns 50 passos, quando olhei para o lado e vi uma “Assembleia de Deus” e algo me dizia para ir naquela igreja. Quando chegamos lá, os irmãos nos deram a paz do Senhor e sentamos. Quando começou a pregação, disseram coisas que tinha realmente haver com o meu pai. Falaram: “Pessoas olham pra você, falando: Nem Deus da conta desse aí” e quando eu olhei para o meu pai, lá estava ele sentado ao meu lado, chorando. Naquele momento, comecei a chorar muito com ele. Enfim, naquele dia ele aceitou a Jesus. Aquele dia foi o melhor dia da minha vida. Hoje, ele esta nos caminhos do Senhor, buscando verdadeiramente à Deus. […] Fizemos exame de DNA. Hoje eu me chamo Beatriz de Azevedo Vieira Rocha. Ele é o meu verdadeiro pai. Hoje eu tenho orgulho de dizer, tenho um pai ex traficante, ex ladrão e ex vagabundo. Não tenho vergonha de dizer isso, não tenho vergonha dele. Pois Deus muda, Deus restaura, Deus abençoa. E hoje eu dou glória a Deus, por tudo em minha vida. Obrigada por tudo, meu Deus!